O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 22/10/2020

Desde de tempos mais remotos o uso de animais com objetivos científicos é uma prática comum no Brasil. A utilização de animais em laboratórios, tanto para fins médicos quanto para fins comerciais é uma questão que gera polêmica, pois aqueles que são defensores de animais se tornam contra o uso deles para testes científicos e os defensores da ciência mostram a necessidade do uso de animais para a manipulação de produtos como vacinas, cosméticos e medicamentos.

Apesar dos estudos nos quais os animais foram submetidos, graças a isso acarretou avanços na saúde pública em que se proporcionou à humanidade à utilização de animais nas pesquisas científicas. Pode-se citar como exemplos a descoberta e o controle de qualidade de vacinas contra doenças graves que surgiram ao decorrer dos anos como a pólio, o sarampo, a difteria, o tétano, a hepatite, a febre amarela e a meningite. Assim, mesmo sendo tal ato crueldade, foi graças a isso que muitos avanços científicos foram proporcionados.

Além disso, estudos realizados pela organização Humane Society International (HSI) estimasse que mais de 115 milhões de animais por ano são usados para testes laboratoriais, apontando que além do sofrimento físico e psicológico imposto aos animais, os testes também consomem muito tempo, recursos e em alguns casos não mostram exatidão nos resultados, mostrando assim, que o uso de animais não é necessariamente a melhor forma de testagem.

Em suma, pode-se concluir que mesmo diante de grandes benefícios gerados pela utilização de animais em testes científicos, apresenta-se outras maneiras de realização desses testes, por meio dos chamados testes in vitro uma alternativa que torna acessível deixar o uso de animais em laboratórios. Com essa técnica, as células e tecidos são criados artificialmente para estudo e manipulação de produtos. Outras técnica também vigente é a impressão 3D criada pela empresa de cosméticos L’Oreal em parceria com a empresa de bioimpressão 3D Organovo, onde apresenta como propósito a impressão de tecidos da pele em 3D para testar os produtos da marca, sendo assim não necessitando da utilização de animais em vacinas, medicamento e cosméticos.