O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 25/10/2020
Segundo a Constituição Federal do Brasil, é permitido e liberado o uso de animais em pesquisas e testes científicos. Contudo, há muito gera-se conflitos ao redor deste assunto, sendo muitas vezes realizados protestos e criadas ONGs e associações para a defesa dos animais. De acordo com os próprios cientistas para uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, o uso de animais ainda é necessário, ninguém gosta ou opta pelo uso de animais. Entretanto, segundo o site da Galileu, em setembro de 2019 foi decretado que, em até 5 anos, já devem ser usados novos métodos de teste.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que já existem alternativas para o teste feito com animais. Dentre eles, temos os testes in vitro, também conhecidos como produção artificial. De acordo com a Terra, um grupo de pesquisadores na universidade de Hannover criou células nervosas em laboratório. O objetivo era estudar como o sistema nervoso do bebê responde ao uso de substâncias químicas por parte da gestante. Há também o uso de impressoras 3D para recriar pele humana; o Kit Pele, que faz pele humana a partir de amostras de células coletadas de doadores; e as simulações feitas em softwares. Mesmo assim, como citado anteriormente, o teste em animais ainda se mostra o mais seguro.
Em segunda análise, de acordo com uma reportagem do Bom Dia Brasil, o uso de animais em certas pesquisas já é proibido, como por exemplo nos testes relacionados a irritação e corrosão da pele e de fototoxicidade. Em outros, deve ser reduzido, como nos de ingestão de substâncias tóxicas feitos por indústrias produtoras de brinquedos. Contudo, segundo a Vegazeta, ainda existem animais sendo envenenados e intoxicados como meio de testes para produtos de uso humano, as vezes testes feitos em outros locais do mundo que são levados para outros, submetendo os animais a crueldades.
Cabe ao CONCEA, Conselho Nacional de Controle e Experimentação em Animais, revigorar e trazer propostas de novas leis para que laboratórios experimentais sejam frequentemente fiscalizados, fazendo apreensão caso necessário. Cabe também a ONGs fazer projetos, palestras, panfletos e protestos em prol da conscientização da população, além das mídias televisivas e jornais tomarem partido de reportagens e propagandas a respeito do assunto.