O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 23/10/2020

A Lei de Arouca de 2008, regulamenta o uso de animais em ensino e pesquisa ciêntifica no Brasil, mas para que consiga a licença para esse uso é necessario que siga o que se pode ou não ser feito aos animais, em especial o grau de sofrimento a que eles serão submetidos. Mesmo com a lei e com a aprovação do conselho ético, várias pessoas ainda acham que esses ciêntistas não estão fazendo o procedimento mais ético possivel quanto a esses animais.

De acordo com Sérgio Greif, que é biólogo e membro fundador da ONG Sociedade Vegana “São simplesmente pessoas que têm interesse na pesquisa em animais e não na preservação dos interesses dos animais. (…) Não compete a nenhum ser humano avaliar o que é aceitável e o que não é aceitável fazer a um animal.”. Para o especialista em Direito Ambiental, Daniel Lourenço, esse tipo de atividade contraria os direitos e os interesses dos animais. Ele disse: “Entendo que a experimentação animal parte de um pressuposto equivocado de ver no animal um objeto para atender a uma finalidade humana.”.

Várias formas alternativas à usar animais tem sido pesquisadas e usadas nos últimos anos. Felizmente, os animais já foram substituídos em várias áreas como testes de toxidade, neurociência e desenvolvimento de drogas. O desenvolvimento de tecidos é uma dessas alternativas e vem causando opiniões positivas à saúde humana e vem diminuindo consideravelmente o uso de seres vivos em pesquisas.

Em setembro de 2019 foi inaugurado o primeiro laboratório no Brasil e na América Latina dedicado a criar pele humana para substituir em testes ciêntificos em universidades e empresas de cosméticos. Dessa forma para que o número de seres vivos utilizados em testes continuem caindo é preciso continuar a pesquisar novas formas de não precisar usar animais, e investir nas que já foram desenvolvidas enquanto formas mais eficazes não aparecem.