O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 23/10/2020
A partir da fundação da ideia Bioética, a humanidade se desenvolveu bem rápido na ciência, evitando problemas éticos e morais. No entanto, na criação de novos produtos de consumo humano, alguns são testados em animais, última etapa antes da aplicação humana, para garantir segurança. Essa condição de teste provoca um processo que coloca em dúvida a conduta da bioética ao normalizar técnicas cruéis, e a ciência por usar de seus métodos em prol do desenvolvimento.
A cadeia mercadológica de produção para o mercado da saúde e alimentação aumenta afim à humanidade, considerado que se a retroalimentação da demanda humana fica cada vez mais difícil e não requer dos meios científicos para a prática adequada do bem de consumo em organismos vivos. Para o funcionamento desse sistema, sob a ajuda da bioética, são necessários padrões rígidos e organizados com a intenção de não oferecer risco ao organismo no processo de testagem. Porém, a prova que os testes em animais continuam malvados e ignorados no Brasil foi a invasão ao Instituto Royal em 2013, que libertou cães, revelando as práticas de maltrato em seus corpos para a sociedade que se beneficia.
Já em relação à Bioética, a legislação continua sem mudanças quando se trata de regulamentação de procedimentos: Desde 2007, os procedimentos que toleram o uso de vários organismos no processo de testagem, bastante criticados pela comunidade acadêmica ao se basearem em pensamentos capitalistas de interesse exploratório, permanece em atividade. Ao mesmo tempo, por deixar ultrapassadas as ferramentas reguladoras, a ciência vira cúmplice da exploração animal.
Em síntese, mesmo tendo legislação específica e órgãos regulamentadores, no Brasil ainda há provas de crueldade na ciência no que se refere uso de animais. Assim, torna-se urgente o compromisso de produtores de ciência e legisladores, através de reuniões públicas, a fim de aliar a carência do mercado produtor e a demanda científica, tendo em mente que a saúde animal não é bem de consumo humano.