O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 24/10/2020
O uso de animais em pesquisas e experimentos médicos vem sendo aplicado há muitos anos, para testar remédios, dispositivos médicos, procedimentos cirúrgicos e terapias que temos hoje. No Brasil, existe uma lei criada em 2008, conhecida como Lei Arouca, que criou um órgão que passou a ser responsável por credenciar instituições para criação e utilização de animais destinados a fins científicos e estabelecer normas para o uso e cuidado dos animais.
Assim como nos outros países do mundo, os cientistas brasileiros utilizam muitos: macacos, ratos, cachorros, coelhos, porquinhos-da-índia, bovinos e aves. Os camundongos são os principais, porque têm 99% dos genes compatíveis com os humanos, além de serem pequenos, se reproduzirem facilmente e terem uma expectativa de vida curta, o que permite a análise de várias gerações.
Não existe muita informação sobre os dados de animais usados em laboratórios em solo brasileiro, mas estatísticas estimam que, em 2016, nos EUA, o número de animais de laboratório utilizados em pesquisa foi de 820.812. Na União Europeia, 93% da pesquisa é conduzida em animais que não são contados sob o US Animal Welfare Act. Se o mesmo fosse verdade nos EUA, o número total de animais utilizados na pesquisa seria de aproximadamente 12 milhões.
A utilização de animais em teste não é algo “legal”, pois causa muito sofrimento físico e psicológico para os bichos e também são pouco efetivos, pois fornecerem uma compreensão muito limitada de como as substâncias químicas se comportam no corpo.
Uma alternativa para evitar o uso de animais, é a cultura de células e tecidos que é uma alternativa muito eficiente que levou a avanços científicos significativos, impactando positivamente a saúde humana e impactando menos nos outros seres vivos.