O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 25/10/2020

O desenvolvimento científico possui grandes momentos marcantes, como foi o caso do desenvolvimento da vacina para combater a meningite e a poliomielite, em que revolucionaram a prevenção e o tratamento de tais doenças. Porém, por trás dessas descobertas está uma cruel e condenável condição, os experimentos em animais, como em ratos e coelhos, os quais persistem até hoje, envolvendo muitos mitos e motivados por questões de cunho econômico e muitas vezes desnecessárias.

A vivissecção é uma prática de exploração no qual não se preserva a vida de muitos animais, fazendo-os passar por experimentos violentos e de diversos tipos. Tal fenômeno é muitas vezes justificado com base em mitos, como o que apenas por conta de tais experimentos foi possível o combate à doenças. Entretanto, apesar de terem auxiliado, muito do combate às enfermidades foi e é devido a muitas medidas profiláticas, como melhorias nas condições de saneamento, higiene e alimentação. A diminuição da frequência de casos da doença malária é um exemplo de tal fato, de forma que de 2008 em diante a incidência decaiu significativamente.

Outrossim, são as questões econômicas, principalmente do âmbito farmacêutico, pois com a descoberta de novas doenças, por conseguinte, são necessários novos medicamentos, o que motiva ainda mais os testes em animais, aumentando o faturamento de empresas farmacêuticas. Devido a isso, muitas companhias defendem os experimentos, pois seria prejudicial financeiramente à elas. Todavia, muitos cientistas acreditam que a prática em questão é arcaica e sem necessidade, pois já existem métodos alternativos, como o uso de peles artificiais. Um exemplo de tal fator é a crescente indústria de cosméticos que vem aderindo ao fim dos testes, como as empresas Dailus e Natura, demonstrando que é possível uma atividade comercial sem tal prática.

Torna-se evidente, portanto, como é condenável os experimentos com animais, pois é uma prática violenta, cruel e muitas vezes interligada a mitos, com finalidade apenas econômicas, que vão contra a preservação deles. Dessa forma, é necessário que a Receita Federal, juntamente com o Ministério de Proteção Animal se unam para combater tais práticas, através de incentivos fiscais, como a diminuição de impostos para empresas que não fizerem testes em animais e também para o aumento as fiscalizações nas indústrias, além disso, parcerias com a mídia tecnológica ajudaria à informar a população para diminuir o consumo de produtos-empresas que utilizam tal meio, desse modo, seria possível a diminuição dos experimentos.