O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 26/10/2020

Segundo Thomas Edison, inventor e cientista americano: “A não-violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objetivo de toda evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens”. Analisando essa frase, é possível refletir sobre o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Dessa forma, é necessário analisar esse assunto, que gera polêmica entre especialistas e ativistas ambientais, para que a Ciência e seus avanços não sejam interrompidos.

Em primeiro lugar, deve-se destacar que a utilização de animais em testes e pesquisas científicas permitiram que a Medicina e a Ciência evoluíssem de maneira grandiosa, possibilitando a criação de medicamentos, vacinas  e tratamentos de extrema importância para a humanidade. Contudo, a experimentação científica em seres vivos é um tópico sensível, pois envolve as questões éticas que a sociedade tanto preza, uma vez que esse tipo de teste é considerado, por muitos, invasivo e cruel.

Também é importante citar que, na atualidade, os laboratórios brasileiros utilizam o princípio dos 3Rs: “Reduction” (redução), “Refinement” (refinamento) e “Replacement” (substituição) em seus testes com animais. Tal princípio tem o objetivo de minimizar o uso de seres vivos, assim como reduzir o sofrimento e o estresse vividos por esses animais. Junto a isso, os cientistas procuram fazer experiências por métodos alternativos, como técnicas in-vitro com tecidos de seres humanos ou animais e aplicação de modelos computacionais e simulações matemáticas.

Portanto, é dever do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e da Comissão de Ética na Utilização de Animais (CEUA) monitorar as propostas de atividades científicas ou educacionais que envolvam animais em seus processos. Assim, podemos nos distanciar da imagem de “selvagens” descrita por Thomas Edison.