O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 24/10/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a vida de diversos animais em pesquisa e testes torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo atraso no desenvolvimento da ciência, seja pela ineficiência dos testes, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.​

O médico norte-americano Ray Greek – um dos entusiastas de que a vivisecção é um atraso ao desenvolvimento da ciência – disse, em 2010, à Revista Veja: “As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.” Ray afirma que os testes são uma falácia e que atrasam a ciência. Ele é voluntário para testes em humanos, desde que observados todos os pré-requisitos de segurança.

O médico Ray Greek, ainda em entrevista à Revista Veja, em 2010, afirmou: “A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais.

Torna-se evidente,portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira é dever do governo que deveria investir na tecnologia com o intuito de diminuir o uso de animais em pesquisas científicas. Assim, pode se transformar o Brasil em um país desenvolvido.