O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 25/10/2020

O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo  do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o uso de animais em pesquisas e testes científicos afeta a sociedade como um todo. Assim, a população fica dividida em pessoas que defendem o não uso de animais contra aqueles que acha o uso necessário.

A priori, percebe-se que alguns cidadãos defendem a ideia de que os testes em animais não são eficientes, visto que eles e os seres humanos possuem uma grande diferença biológica e acabam favorecendo a cultura da crueldade, uma vez que os bichos utilizados também sentem dor. Em consonância a isso, é viável afirmar que os exames não trazem certeza absoluta, não são seguros e não devem ser realizados no país.

Em segundo plano, cumpre ressaltar que a realização de experiências científicas em animais  vem trazendo avanços na medicina para os seres humanos. Nessa lógica, ainda não há como substituir o animal em todos os testes, mas sempre que existir um método alternativo com eficácia comprovada, ele deve ser substituído.

Sendo assim, o Governo Federal, como órgão regulador da sociedade, juntamente com o Ministério da Educação devem criar um projeto socioeducativo com oficinas, palestras e debates para promover a conscientização social sobre o uso de animais em testes científicos. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se, dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.