O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 26/10/2020

O filósofo Schopenhauer afirmou que quem não tem compaixão pelos animais, não pode ser uma boa pessoa. Assim, grande parte da população se comove com a realidade das cobaias utilizadas na industria farmacêutica e cosmética. Contudo, há um embate entre a crueldade com os animais e o avanço tecnológico necessário para a nação.

É indubitável que os animais criados em biotérios, com o intuito de virarem cobaias, sofrem sim maus tratos, relacionados principalmente aos efeitos colaterais indesejáveis dos produtos testados. À vista disso, grande parte da população tenta, por meio de protesto e abaixo assinado, barrar os experimentos. Entretanto, a ideia de proibir totalmente o uso de cobaias é uma visão simplista e, de fato, barraria o progresso científico, principalmente na área da saúde.

Outrossim, doenças como a Febre amarela, as quais já levaram a óbito milhares de pessoas, necessitam que suas vacinas sejam testadas em animais vivos. Desse modo, mesmo salvando milhares de vidas, as vacinas são alvo de críticas e, a hipocrisia dos defensores resulta em uma empatia por todos os animais, menos os da própria espécie. Porém, há também a indústria da vaidade, dos cosméticos, em que é, de fato, inaceitável o teste em cobaias, afinal, produtos de beleza não possuem real utilidade para a vida humana.

É evidente, portanto, que há litígios sobre o assunto, visto que, por um lado salvam-se vidas e, por outro, há apenas a tortura, sem uma causa nobre. Destarte, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve promover, nos meios televisivos e redes sociais, campanhas informativas que exponham as marcas que realizam testes em cobaias, a fim de incentivar a população a adquirir apenas os produtos que, após passarem por uma análise de produção, passam a ter o selo de garantia contra maus tratos aos animais. Logo, com a queda nas vendas, as marcas de cosméticos tendem a se adaptar a uma produção menos cruel com os seres vivos.