O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 21/10/2020

Desde o iluminismo, o saber científico é reconhecido por sua importância no desenvolvimento da sociedade. Apesar do progresso feito na ciência desde então, ainda são utilizados métodos antiquados, como o uso de animais em experimentos. Tal prática persiste pelas limitações da tecnologia e pode configurar maus-tratos aos animais envolvidos, sendo necessária sua substituição sempre que possível.

Em primeiro lugar, é necessário pontuar que os testes em animais não são eficientes. De acordo com a PEA (Projeto Esperança Animal), as pesquisas científicas realizadas em animais não são seguras devido às grandes diferenças biológicas entre eles e humanos. Imerso nessa lógica, é possível afirmar que tais exames não possuem exatidão e não são seguros e, por isso, não devem ser realizados. Tal situação é retratada na série “Dr. House”, quando o protagonista utiliza um remédio inovador que funcionou em camundongos, porém, em seu organismo, provocou o surgimento de diversos tumores. Dessa forma, é indiscutível que os testes em animais não são eficazes, logo, não há justificativa para realizá-los.

Vale ressaltar que com a vinda da Revolução Técnico-Científica, os dispositivos eletrônicos ficaram cada vez mais complexos. Pouco a pouco, foram desenvolvidos softwares capazes de substituir os animais em experimentos. Um exemplo é o Sniffy, usado em faculdades de psicologia para fazer a análise comportamental de ratos em determinadas situações. Entretanto, além da substituição ser um processo caro, a tecnologia ainda não consegue simular o teste em animais em diversas situações.   Segundamente, é importante salientar que no Brasil existem leis que preveem punição para todo e qualquer maus tratos a animais. Entretanto, por causa de sua má fiscalização, os laboratórios científicos têm sido o principal palco desse crime. De fato, segundo pesquisas do G1, além disso ser um crime, é considerado uma ação desumana por mais de 40% dos brasileiros. Incontestável que isso é alarmante pois mesmo diante dessa insatisfação popular, o governo não toma nenhuma atitude para efetivar que a lei seja cumprida.

Portanto, fica evidente a problemática sobre uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Cabe a mídia o papel de promover campanhas publicitárias, debates em horários nobres, estimulando a conscientização sobre tal problema. Afim de que, essa problemática social e ambiental, seja cada vez menos recorrente na sociedade brasileira.