O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 24/10/2020
Desde o início da medicina, antes mesmo da Grécia Antiga, os animais eram usados para entender a fisiologia dos órgãos e garantir o avanço científico da época. Nos tempos atuais, animais de várias espécies são utilizados como cobaias em experimentos científicos e testes com o intuito de comprovar a eficácia de remédios, cosméticos, vacinas, etc.
No Brasil, em outubro de 2008 houve a aprovação da lei nº 11.794, conhecida como Lei Arouca, que regulamentou a criação e a utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica no país. Entretanto, devido a sua má fiscalização, alguns laboratórios científicos são palcos de maus-tratos, abusos e até mesmo morte.
Anualmente, na indústria brasileira, mais de 100 milhões de animais são expostos a testes científicos. Uma pesquisa feita pelo Datafolha revelou que 41% dos brasileiros discordam plenamente dessa prática. Por outro lado, vale evidenciar que diversos avanços na saúde humana, como também na saúde animal, foram alcançados graças a estas pesquisas.
Felizmente, diversos métodos alternativos têm sido desenvolvidos para mudar essa realidade. A cultura de tecidos é uma dessas alternativas e está impactando positivamente a saúde humana, além de reduzir o número de seres vivos em pesquisa.
Dessa forma, tendo em vista que alguns experimentos são extremamente eficazes e que não há outra alternativa, o Governo Federal deve investir em campanhas que incentive a utilização e criação de métodos alternativos, e inserir fiscais que avaliem as condições dos laboratórios científicos.