O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 24/10/2020

É de conhecimento geral que animais são utilizados em pesquisas desde muitas décadas atrás, porém, apenas para fins medicinais e científicos, o que não ocorre atualmente, visto que são utilizados em pesquisas de produtos como cosméticos, vestuário, produtos imunobiológicos (vacinas, soro), entre outros. Diversas espécies de animais são utilizadas durante pesquisas, tendo o camundongo como a espécie mais utilizada.

No ano de 2008, uma lei foi aprovada, com o objetivo de regular o uso de animais em procedimentos científicos, denominada Lei Auroca (Lei 11.794), definindo que para que uma pesquisa seja feita utilizando animais, é um dever mostrar ao que seria um conselho de ética, assim seria estabelecido um parâmetro de máxima redução de sofrimentos impostos aos animais.

Um fato que ocorreu em 1860 foi decisivo para que limites no uso de animais como cobaias tenham sido implantados. Segundo Claude Bernard, um fisiologista francês, o uso de animais era indispensável, por este motivo ele organizou um laboratório e um biotério no porão de sua casa. Porém, todos os dias eram possíveis ouvir os gritos de animais, o que deixava a esposa e a filha do fisiologista bastante desconfortáveis com toda a situação vivida diariamente, por isso elas decidiram abandonar ele e fundaram a primeira sociedade francesa em defesa dos animais, o que deu origem a diversas outras sociedades protetoras dos animais.

Existe uma demasiada importância em defender os animais, uma vez que muitos sofrem torturas cotidianamente devido as experiências e pesquisas em que estão submetidos. E nem mesmo adiantar dizer que apenas podem ser feitas essas pesquisas com o uso de animais, pois muitas empresas já conseguiram desenvolver métodos de pesquisas sem a utilização de animais, o que mostrou uma eficácia, além de trazer um ponto positivo em relação ao marketing, já que muitas pessoas boicotam empresas que possuem algum teste utilizando animais em suas pesquisas.

Até então, as soluções tem sido buscar e desenvolver novos métodos, como os testes de irritabilidade, que antes eram feitos em coelhos e, agora são realizados com segurança em ovos embrionados, além da aplicação de modelos matemáticos e computacionais, técnicas in-vitro com tecidos de seres humanos ou animais. Todavia, é de extrema relevância saber que até mesmo os pesquisadores lutam por esta causa, desenvolvendo métodos alternativos.