O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 22/10/2020
Com a expansão da Globalização e sua implicação na maior difusão de inovações tecnológicas, passou-se a sobrevir a capacidade de expansão de diversas formas de obter-se novos métodos para resolução de uma mesma problemática. Pôde-se apontar essa amplitude informacional no meio científico, em específico referente ao teste em animais. De forma que novas medidas estão sendo pesquisadas e difundidas, para que a prática de tal crueldade não seja necessária. O uso do meio tecnológico também amplifica a busca por valores éticos e sustentáveis e, consequentemente, uma maior fiscalização de atos que infringem esses valores.
Por conseguinte, pôde-se fazer alusão a essa expansão da informação através da noção de cibercultura, criada por Pierre Lévy, que diz respeito a atitudes e modos de pensamento que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. Com o desenvolvimento do uso de meios tecnológicos como resposta para obstáculos e procedimentos rotineiros, passa-se, na área da pesquisa científica, especificamente na utilização dos animais, a existir a proliferação de pesquisas afim de identificar-se métodos alternativos. Usando como base o princípio dos 3R, que abordam às iniciais em inglês Reduction (redução), Refinement (refinamento) e Replacement (substituição), com a finalidade de diminuir o uso desses seres vivos em procedimentos de teste e evitar o sofrimento.
Ademais, a influência desenvolvida pelo meio tecnológico também expandiu o pensamento crítico com relação a ética no meio científico e amplificou o surgimento de um modelo mais sustentável, que influencia na abdicação e/ou diminuição de um estilo de vida baseado em um consumo sem precedentes e impensado. Fomentando, assim, a busca por marcas que utilizem de procedimentos veganos e menos nocivos na fabricação de seus produtos. Fazendo com que a fiscalização de tais métodos pejorativos, aos animais, sejam mais eficazes e rígidos, seguindo os preceitos da Declaração dos direitos dos animais, estipulada pela UNESCO.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para solver o impasse. Usando com base os dizeres de Heráclito de Éfeso, de que nada é permanente, exceto a mudança, torna-se evidente que medidas podem ser repercutidas para uma maior propagação e incentivo à criação de novos métodos para testes. Portanto, o governo juntamente com a ANVISA devem promover orientações a respeito desse assunto nas faculdades, que tenham cursos voltados ao meio científico, através de palestras promovidas por especialistas na área. Assim como, os mesmos órgãos devem executar fiscalizações mais eficientes e práticas em laboratórios, para garantir os direitos animais. Apenas assim, obteremos uma comunidade científica bem informada e regulamentada eticamente.