O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 22/10/2020

Os testes científicos em animais tiveram início em meados de 300 antes de Cristo, existem registros de que pesquisadores gregos, como Aristóteles e Erasístrato realizaram experimentos em animais vivos. A partir dessa data, os testes foram ganhando cada vez mais força e passaram a ser utilizados para o avanço da medicina, para teste de procedimentos cirúrgicos,  provar teorias, realizar testes de medicamentos, vacinas e cosméticos. Mesmo sendo muito utilizados, os testes em cobaias deveriam ser proibidos, visto que, estudos comprovaram que os animais são expostos a ferimentos, sofrimento e transtornos psicológicos e, atualmente já existem outros métodos que possam substituir os testes em animais.

Segundo estudo realizado por um grupo de neurocientistas, os animais têm consciência e podem sentir dor, assim como os seres humanos. “Embora tenham ocorrido muitas atualizações na neurociência, o campo chegou há muito tempo à conclusão incorporada na Declaração de Cambridge de que pelo menos muitos animais não humanos, incluindo todos os mamíferos, têm consciência e têm capacidade de sofrer”, diz Philip Low, fundador e diretor-executivo da empresa de neurodiagnóstico Neuro Vigil, localizada na Califórnia.

Em virtude do sofrimento que as cobaias passam em testes, algumas marcas famosas como, embelleze, natura, oBoticário, ypê, condor e outras, deixaram de testar seus produtos em animais. Empresas como natura e oBoticário, adotaram  métodos alternativos como, a pele em 3D e circuitos integrados tridimensionais, conhecidos como organs-on-chip, que simulam órgãos humanos, para realizar testes.

Desse modo, percebe-se que os animais podem ser substituídas por métodos tecnológicos sem acarretar problemas a saúde humana. É papel das empresas substituir cobaias por recursos tecnológicos, de modo que, animais não sejam maltratados. Além disso, os consumidores devem se atentar e optar pela compra de produtos que não são testados em animais, assim eles não sofrem e a saúde humana não comprometida.