O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 22/10/2020
O filme “101 Dálmatas”, da Disney, retrata o modo como a vilã Cruella De Vill objetifica os cães com o propósito de transformá-los em casacos de pele, priorizando somente seus interesses particulares e sem considerar o mal que poderia ser causado a eles. Fora da ficção, é evidente que o uso de animais em estudos científicos tem gerado inúmeras discussões e pontos de vista opostos quanto às vantagens obtidas e os malefícios acarretados aos seres cobaias.
Diante desse contexto, é importante pontuar que os interesses financeiros estão entre as motivações do emprego de animais em pesquisas. Sabe-se que, a partir do século XVIII, com o período iluminista, a ciência sofreu uma série de inovações que revolucionou o modo de vida presente até então. Não muito diferente, hodiernamente, sofrimento, violência e distúrbios psicológicos são causados aos animais. Nesse viés, fica visível a necessidade de alternativas que os substituam quando houver possibilidade.
Outrossim, vale ressaltar que a aplicação de bichos em estudos, sem o oferecimento de devidas condições de tratamento, tende a violar seus benefícios legais. Conforme a Declaração Universal dos Direitos Animais, a experimentação, seja científica ou comercial, que implicar sofrimento é incompatível com as garantias dos seres. Visto isso, percebe-se que os múltiplos casos de maus tratos nos procedimentos supracitados e o mínimo interesse de entidades do ramo.
Infere-se, portanto, que ações são necessárias para a transformação do panorama explorado. Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com ONG’s, por meio do desenvolvimento de políticas de fiscalização, superior periodicamente locais que aplicam testes e pesquisas com cobaias animais, a fim de reduzir episódios de maus tratos e tortura, assim como oferecer as condições adequadas e aceitas eticamente. Ademais, essas ações devem ser acompanhadas de medidas que estimulem a produção de técnicas que objetivem substituir os seres em pesquisas de riscos e que gerem sofrimento e esse assunto deve ser compartilhado.