O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 19/10/2020
A lei Aroura no Brasil, estabelece especificações para a realização de testes em animais, de forma a que estes sofram o mínimo possível e vivam em boas condições de habitat e formas de tratamento. No entanto, pelo mundo todo, empresas são descobertas por não respeitarem as delimitações previstas por leis, o que causa danos desnecessários aos bichinhos. Além disso, com o avanço da ciência, novos métodos são possíveis em certas pesquisas e nos testes de produtos mas, ainda assim, empresas e instituições optam pelo uso dos animais, o que gera um sofrimento que poderia ser evitado.
Em primeiro lugar, ainda existem situações em que o uso de bichos é indispensável: quando é necessário imitar as condições do corpo humano, como reações do sistema imunológico, nervoso ou qualquer outro, é impossível -pelo menos por enquanto- desenvolvê-los em laboratório de forma sintética. Dessa forma, diversos fármacos foram criados na luta contra doenças a partir de testes em animais, como a vacina para o sarampo e meningite, relata o site Portal SBPC. Todavia, mesmo sendo os bichinhos o meio utilizado para desenvolver os medicamentos, infelizmente, diversas instituições desobedecem as leis e realizam procedimentos desnecessários além de os deixarem em péssimas condições, como foi o caso do Instituto Royal, denunciado por maus-tratos aos cachorros utilizados em suas pesquisas, segundo o site G1.
Em segundo lugar, para empresas de cosméticos, a utilização de animais já não é a única opção. Segundo o site DW, a União Europeia proíbe a venda de cosméticos testados em animais desde 2003, pois o desenvolvimento de técnicas in vitro, com o progresso dos métodos científicos, tornou-se possível. Nesse sentido, uma das técnicas mais utilizada para testes é a pele sintética, que pode ser desenvolvida até mesmo a partir de doações de cirurgias plásticas, relata o site Talk Science. Ademais, procedimentos realizados em instituições de ensino também visavam a utilização de animais; com o avanço das tecnologias, bonecos e, inclusive, robôs, são utilizados nas aulas de laboratório de forma igualmente eficaz. Tais fatos somente demonstram como formas alternativas aos animais para testes e pesquisas são possíveis e, portanto, devem ser incentivadas sendo alvo de estudos.
Destarte, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, por meio de um projeto de lei a ser apresentado à Câmara dos Deputados, deve reivindicar a proibição dos testes em animais na indústria cosmética no Brasil. Além disso, deve também exigir que toda instituição que possa realizar pesquisas neles, seja alvo de fiscalizações ao menos duas vezes por semana e receba verba governamental para voltar estudos à métodos alternativos aos animais, obrigatoriamente. Por fim, espera-se que, assim, o sofrimento dos bichinhos seja minimizado e, no futuro, possam tornar-se livres.