O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 09/10/2020

No documentário americano ‘‘Cowspiracy’’, é retratado o modo cruel como os animais são tratados pelas indústrias - que não recebem reprovação nem do Estado nem da sociedade civil - desde a criação até o abate. Contrariamente, laboratórios e indústrias farmacêuticas ganham um olhar crítico pelos testes que realizam, fato causado tanto pela falta de esclarecimento do Governo para a comunidade, quanto pela ausência de métodos eficientes para a possibilidade de substituição.

Primeiramente, é necessário ressaltar que os experimentos resultam em conhecimento para o bem comum e uso de todo corpo social, portanto, para que sejam substituídos é preciso algum modelo alternativo que tenha, pelo menos, os mesmos benefícios. Nesse contexto, na década de 60 a talidomida - que até então era um medicamento para enjoos gestacional - causou diversas más formações em fetos mesmo tendo sido testada em ratos. Logo depois, descobriu-se que esta espécie era imune aos efeitos do fármaco. Portanto, tal fato comprova que até mesmo  os testes “in vida” podem ter falhas e realizar apenas testes “in vitro” pode trazer danos ainda maiores que os da talidomida.

Além disso, nota-se também, a negligência Estatal em elucidar para o corpo social os termos burocráticos cujas empresas, que realizam os testes, estão sujeitas. Diferentemente do que foi mostrado em “Cowspiracy”, os animais são nascidos e criados em laboratório para aquela função, sem  provocar alterações ecológicas. Ademais, em todo e qualquer procedimento que possa causar dor, é obrigação dos pesquisadores aplicarem anestésicos. Dessa forma, ao longo da história, foi possível obter tratamento para o bem até mesmo dos bichos, como por exemplo, a Leishmaniose canina.

Destarte, cabe ao Ministério da Cidadania, em apoio com as redes televisivas, promover campanhas de esclarecimento para a população por meio da explanação da importância dos experimentos - com o auxílio de profissionais com experiência na área de pesquisas - e também exposição dos tramites aos quais os laboratórios são submetidos durante um teste. Além do exposto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve exigir o teste com um modelo animal distinto antes da aprovação de um fármaco, para que a possibilidade de acontecer infortúnios como o dos anos 60 seja reduzida.