O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 08/10/2020

De acordo com o livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, há um debate levantado pelos animais acerca da perspectiva de que o homem é a única criatura que consome sem produzir. Nesse sentido, a sociedade brasileira hodierna não encontra-se longe da ficção, haja vista que a utilização de animais para pesquisa e testes científicos é usada em grandes produções atuais. Nesse contexto, no que tange à questão supracitada, surgem problemas em virtude da priorização de interesses financeiros e da falta de investimentos na ciência.

Mediante o elencado, é válido salientar que o consumismo é um fator determinante para a persistência do impasse. Segundo o filósofo Theodor Adorno, a Indústria Cultural apropriou-se do progresso técnico-científico. Desse modo, o panorama é configurado pela alteração da sociedade da produção à consumo. Em consequência, as indústrias, como, por exemplo a farmacêutica e de cosméticos, priorizam a entrega de produtos sem o comprometimento ético no processo produtivo, pois é mais lucrativo. Em síntese, o uso de animais nas etapas é mais vantajoso aos laboratórios brasileiros devido ao valor das alternativas livres de crueldade.

Em segunda análise, outra dificuldade enfrentada é a falta de consignação financeira à criação de alternativas inócuas. Referido ao Positivismo, o pensamento dessa corrente defende o método científico como caminho para a resolução de problemas. Sob esse viés, no Brasil, a liberação de insumos à ampliação de possibilidades sem exploração animal não é incentivado devido ao redirecionamento das verbas para outros setores. Nessa perspectiva, a desvalorização científica a esses seres sencientes permanece na sociedade brasileira por conta da insuficiência de investimentos que custeiam o desenvolvimento de técnicas e métodos alternativos.

É necessário, portanto, contornar os obstáculos econômicos que comprometem o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Aconselha-se que o Poder Executivo junto ao MEC ( Ministério da Educação e Cultura) incentive a criação de métodos capazes de substituir o uso de animais, por intermédio de alunos do ensino superior, por meio dos subsídios arrecadados com impostos, criando simulações do organismo desses animais, para que não seja necessário por em risco a vida desses seres. À vista disso, espera-se que a preposição do Positivismo seja efetiva.