O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 01/09/2020
Na Grécia antiga, médicos dissecavam animais vivos para estudos de anatomia e fisiologia, denominados vivissecções. Analogamente a essa época, no Brasil, vários animais são tristemente usados como cobaias para pesquisas de diversos setores, a exemplo do farmacêutico e o de cosméticos. Nesse sentido, faz-se necessária a análise das causas dessa prática, tais como suas possíveis soluções.
Em primeiro plano, uma das principais causas para o uso de animais em experimentos é a importância de ser comprovada a eficácia de algumas substâncias em seres vivos, como vacinas, de modo que efeitos colaterais sejam prevenidos. Sob essa ótica, a veterinária Carla de Freitas disse que, sem os animais, muitas das grandes conquistas na área da Saúde não teriam sido alcançadas, de modo que, muitas vidas seriam perdidas. Dessa forma, os testes para fins de saúde humana são imprescindíveis para o avanço da ciência.
Em segundo plano, outro constante uso de animais em pesquisas é feito pela indústria de cosméticos, constituindo uma causa nada nobre para essa tortura. Sob essa perspectiva, clips de metal são pregados nas pálpebras de coelhos para que fiquem imobilizados, assim, é possível aplicar produtos e avaliar suas irritabilidades. Dessa maneira, os animais, seres vivos que devem ser preservados, sofrem efeitos colaterais e reações às substâncias químicas com o simples intuito de gerar lucro para a indústria da beleza, algo extremamente relativo e superficial.
Logo, após concluída a análise, torna-se evidente a necessidade de medidas para combater essa problemática. Assim, o Estado deve incentivar a ciência e a tecnologia, por meio de investimentos em pesquisas e qualificação profissional de sua população. Espera-se, com isso, a criação e o desenvolvimento de medidas alternativas ao uso de animais em laboratório. Só dessa forma será possível cessar a tortura animal em prol da ciência.