O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 28/08/2020
Para Èmile Durkheim, sociólogo renomado, a sociedade deveria funcionar como um organismo vivo em equilíbrio. Entretanto, diante do contexto das pesquisas e testes com animais no Brasil, há um desequilíbrio que representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela civilização brasileira. Portanto, o sofrimento animal e o consumismo humano são fatores que não podem ser negligenciados.
Em primeira análise, cabe pontuar que o sofrimento causado nos animais em laboratórios, é um desafio a ser enfrentado. Na Biologia, esse tipo de relação (homem e animal) é denominado como interespecífica desarmônica, visto que é necessário causar não só o sofrimento, mas como também a morte de varias espécies de animais para a obtenção de produtos supérfluos, como perfumes e cosméticos. Então, nota-se a falta de uma ação eficaz do poder público diante dessa situação.
Ademais, convém frisar que o consumismo na sociedade civil incentiva cada vez mais essa prática cruel. Nessa perspectiva, desde a ascensão do modelo capitalista de produção, o desenvolvimento da química industrial favoreceu o surgimento dos produtos que “exigem” testes em organismos vivos. Por consequência disso, infelizmente, os animais “pagam” o preço da vaidade humana com a própria vida. Diante disso, observa-se a falta de comprometimento do Estado.
Por conseguinte, medidas são necessárias para solução do impasse. Assim sendo, o Governo deve, por meio do legislativo, realizar a criação de uma lei que proíba a prática de testes que implicam na crueldade dos animais, com a finalidade de conscientizar as empresas de cosméticos a terem empatia, pois, assim como os seres humanos, as espécies que se submetem aos experimentos, também sentem dores.