O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 26/08/2020

No filme “Tropa de Elite, a narrativa traz uma visibilidade às condições desumanas de vida enfrentadas por residentes das comunidades. Logo, verifica-se que o uso de animais em pesquisas e testes científicos assemelhe-se ao fato outrora enfatizado. É um absurdo, pois, em pleno século XXI -tido como evoluído-, o ser humano seja incapaz de buscar outras formas de experimentos, o que faz-se vital analisar o porquê, assim como a consequência.

De fato, o problema advém, em muito, de um reflexo de caráter histórico. Nesse viés, a datar da Europa na Idade Moderna, o Renascimento passou a pôr a elevar o ego humano, a fim de valorizar o homem em uma “posição central” acima de outras espécies da natureza. Paralelamente, a partir da chegada do homem branco na América, sua crença e cultura foi ensinada aos povos nativos e africanos ao longo do processo de colonização, em especial no Brasil. Infelizmente, isso ajudou na construção de uma civilização, na qual possui dificuldades de ir à luta por animais vítimas de pesquisas e experimentos por centro de pesquisas, da mesma forma a qual posiciona-se por causas femininas, negras e homossexuais na atualidade.

Em decorrência disso, observa-se um vigoroso silenciamento da coletividade. Em consonância a isso,a escrito Martha Medeiros defende que subjetividade presente na ausência de discussão por determinados assuntos é fruto da não conveniência social que lhes é concedida. Assim, é necessária uma mudança nos valores civis para transpor à problemático. Pois, a refletir sobre a queda do Muro de Berlim -evento revolucionário, no qual marcou o fim da divisão política-social imposta à Alemanha na Guerra Fria-, torna-se mais vislumbrante que as pessoas são suficientemente aptas a superar desafios.

É oportuno defender, portanto, que os impasses supracitados instituam obstáculos a vencer. Para tanto, o governo federal, na imagem do Poder Legislativo, deve criar uma lei cuja a proibição total do uso de animais para fins científicos seja inteiramente considerada ilegal, além de investir em minicursos instrumentais para que, por conseguinte, os pesquisadores estejam devidamente instruídos a seguir métodos alternativos. Em conjunto, cade à escola, por intermédio de docentes da sociologia -haja vista  tal conhecimento do ramo inerente à construção cidadã- a ensinar para as crianças sobre a importância de respeitar todas as formas de vida, com o objetivo de criar uma geração mais abrangedora. Com essas ações, a assemelha de realidade com o filme “Tropa de Elite” deixará de existir na problemática.