O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 14/08/2020

O período renascentista comportou notáveis avanços na área de anatomia, fisiologia e ciências em geral. Em contraponto, não era permitida a participação de corpos humanos para o estudo e, por isso, eram utilizadas variadas espéries. Nesse mesmo sentido, discute-se a conveniência do uso de animais para pesquisas científicas, em que pode ocorrer maus tratos e indiferença. No entanto, é um método essencial para o progresso do conhecimento.

Nesse contexto, é indubitável a necessidade dos mamíferos para o desenvolvimento biológico e farmacêutico, tendo em vista que as doenças vêm aumentando e sofrendo mutações inexoráveis, produto do estilo de vida globalizado atual. Desse modo, os medicamentos devem suprir a demanda social e de forma acessível monetariamente a toda população. Contudo, segundo o especialista e responsável na área, Marcelo Morales, há a preocupação dos cientistas na elaboração de estratégias menos danosas aos seres utilizados.

Outrossim, a domesticação de animais acompanhou a evolução da humanidade desde o período neolítico, com a sedentarização e o início das atividades agropecuárias. Dessa forma, o uso do animal para o trabalho e o apego emocional, divergem entre si, o que revolta parte da população com a prática para o estudo. Entretanto, na maioria dos casos, é imprescindível a presença de organismos animais, primordialmente mamíferos, que dispõe de sistemas muito semelhantes aos humanos e obtém respostas que não seriam possíveis por meio de procedimentos in vitro.

Portanto, essa situação urge ser amenizada pela intervenção da Anvisa, a partir da exigência de que a comunidade científica procure métodos substitutivos de pesquisa e que a lei seja aplicada eficazmente pela via da fiscalização. Nesse sentido, o emprego de espécies vivas basearia-se apenas em circunstâncias estritamente necessárias, evitando processos doloridos e viabilizando condições dignas, a fim de que a sociedade possa progredir científica e economicamente de forma ética, segura e humana.