O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 23/07/2020
O Governo Provisório de Getúlio Vargas teve seu fim em 1934, com uma promulgação responsável pelo primeiro decreto, para a proteção de animais em experiências científicas. Desse modo, é notório que no Brasil e no mundo, tais seres mostram-se de extrema importância para os recentes avanços na ciência. Todavia, a fauna utilizada nesse processo, sofre maus tratos e abandono de suas necessidades fisiológicas, uma vez que assumem caráter superficial e favorável aos resultados. Assim, a displicência social com o tema, somado aos onerosos procedimentos alternativos, contribuem para essa tribulação. A priori, conforme o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, “os fins justificam os meios”, relacionando-se ao mau uso da fauna, que é justificado pelos benefícios à saúde humana. Contudo, segundo o site G1, cerca de 41% da população não consentem com o ato, entretanto os mesmos não promovem ações para combatê-lo. Nesse sentido, práticas que prejudicam a vida animal persistem em ocorrer na sociedade contemporânea brasileira. Outrossim, esse abandono faz com que os índices de desleixo com os animais aumentem.
Por conseguinte, quando trata-se do uso da fauna em experimentos, é buscado características que assemelham-se ao homem, fácil manejo e baixo custo. Do mesmo modo, procedimentos alternativos, que descartem sua utilização na ciência, apresentam valores extremamente altos, para obter-se o mesmo efeito. Em contrapartida, a aplicação desses meios onerosos nem sempre é opcional, já que envolve estudos complexos de organelas e substâncias humanas, que apresentam copias fiéis em suas cobaias. Nesse viés, o caro valor a ser custeado, adjacente a exceções que necessitam do seu emprego, impedem a queda de seu uso.
Em suma, o manuseio de animais no âmbito científico é necessário, ao passo que deve ser feito com consciência. Com isso, cabe as mídias sociais – Instagram, Twitter e Youtube - junto as escolas, estimular a discussão política sobre o uso da fauna, por intermédio de plataformas e grupos físicos voltados para tal função, a fim de desenvolver reação social acerca das atrocidades. Bem como, é dever do Ministério da Ciência e Tecnologia, criado em 1985, incitar o uso de procedimentos alternativos que não utilizem cobaias vivas, por meio do aumento dos investimentos científicos, com o objetivo de reduzir o emprego desses. Dessa forma, de modo gradativo ocorrerá a retenção de tal ato.