O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 28/06/2020
Em uma publicação do Movimento de Defesa dos Animais de Pernambuco (MDA/PE). “Se você pesquisa para salvar vidas, por que tem que tirar o meu direito de viver?”, é utilizado da figura de linguagem para fazer o leitor criar empatia pelos animais e destacar que eles também têm direito à vida. Dessa forma, é necessário avaliar a situação atual do uso de animais em pesquisas e testes científicos, destacando sua importância e a preservação de seu bem-estar.
Em primeiro lugar, partindo do pressuposto que é desconhecida as possíveis reações que o ser vivo terá ao ser exposto à nova subtância, não seria permitido o uso direto em humanos, por conseguinte, cientistas buscam formas alternativas para realizar tais testes como, por exemplo, culturas de células tridimencionais, peles cintéticas e tecnologias através de algoritmos, porém nenhuma ofere um sistema de organismo completo (circulatório, nervoso e imunológico), fazendo com que os animais sejam de extrema importância para o desenvolvimento da ciência.
Paralelamente, existem instituições que dão suporte ao animal como, por exemplo, o Conselho Nacional de Experimentação Animal (Concea), que afirma que os testes com animais são submetidos a comitês de ética, com ênfase em não causar sofrimento ou dor, além de criar normas que protegem o seu bem-estar. Entretanto, é inigável que existem organizações que realizam experimentos desenfreados, causando danos irreversíveis à sua saúde e deixando os animais em situações precárias.
Portanto, é mister que sejam tomadas providências para controlar essa situação. Com um projeto entre a Anvisa e o Governo Federal, para a proteção dos animais, por meio de regulamentos mais rígidos, tornando públicas as informações dos animais que são objetos de teste e permitindo a visita da população. Os cidadãos que queiram visitar os animais, realizariam um cadastro na plataforma criada pela Anvisa e o Governo e agendariam sua visita nas datas e nas empresas disponíveis. Dessa forma, as empresas teriam que seguir os regulamentos de forma mais rígida.