O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 26/06/2020

Na obra “Monalisa”, o artista Leonardo Da Vinci retrata a necessidade de equilíbrio entre homem e natureza. No entanto, no Brasil contemporâneo, é notório que esse balanço não é uma realidade, visto que animais são constantemente utilizados em pesquisas e testes científicos, que não trazem resultados significativos e favorecem a cultura da crueldade.

Em primeiro lugar, é necessário pontuar que os testes em animais não são eficientes. De acordo com a PEA (Projeto Esperança Animal), as pesquisas científicas realizadas em animais não são seguras devido às grandes diferenças biológicas entre eles e humanos, os quais utilizam os produtos testados. Imerso nessa lógica, é possível afirmar que tais exames não possuem exatidão e não são seguros e, por isso, não devem ser realizados no país.

Em segundo lugar, também é importante ressaltar que a realização de experiências científicas em animais coloca em questão a ética humana, uma vez que perpetua a crueldade. Segundo os pesquisadores William Russel e Rex Burch, os quais criaram os princípios de substituição de animais em pesquisas, o sistema nervoso do grupo em questão é similar ao humano. Isso significa que, durante os experimentos, os bichos utilizados sentem dor extrema e, ainda assim, o procedimento é ininterrupto. Essa realidade é mostrada no documentário canadense “MTD”, que exibe cenas de diversos animais, em laboratórios reais, exprimindo dor intensa durante os testes.

Diante do exposto, fica evidente que a utilização de animais em pesquisas científicas no país é um problema e, por isso, deve ser desestimulada e coibida. Portanto, cabe ao Governo Federal, como órgão regulador da sociedade, realizar campanhas de conscientização da sociedade sobre a ineficácia de produtos testados em animais, por meio de redes virtuais e televisivas, a fim de diminuir o uso desses e enfraquecer empresas que realizam tais procedimentos.