O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 25/06/2020

Em meados do século XX, na Segunda Guerra Mundial, prisioneiros humanos eram usados como cobaias em experimentos científicos. A fim de sistematizar as experiências, coletar dados, e chegar a conclusões, pesquisas comandadas por médicos e pesquisadores nazistas eram realizadas em homens e mulheres . Entretanto, a prática de testes com humanos foi proibida o que resultou na substituição do uso desses seres pela utilização de espécies animais como camundongos e coelhos. Por conseguinte, o uso de animais como cávias em testes laboratoriais é um problema na sociedade atual. Em decorrência dessas práticas colocarem a vida dos bichos em risco e de grande parte da população ser contrária a essas experiências, deve ocorrer uma mobilização contraria a ela.

Sob esse viés é de fundamental importância discutir a problemática da vitalidade dos animais ser ameaçada, devido à fragilidade dos mesmos e de estarem expostos a processos que podem causar danos ao corpo, uma vez que eles são dotados de sensibilidade. Em verdade, uma pesquisa feita pela ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PeTA) chegou a conclusão que aproximadamente três milhões de bichos utilizados em testes científicos  morrem por ano. Diante disso, a partir da interpretação dos dados conclui-se a agressividade dos testes. Ademais, existem outras alternativas que podem ser utilizadas na realização desses ensaios que não envolvem o uso de espécies vivas.

Outro aspecto relevante a respeito da temática a ser discutida é a indignação popular a respeito dessa prática, que a consideram como tortura. Outrossim, essas pessoas defendem alternativas capazes de substituir o uso de animais em testes como a aplicação de modelos matemáticos e computacionais, técnicas in-vitro com tecidos vivos. Nesse tocante, uma pesquisa realizada pelo Datafolha  revelou que 41% dos brasileiros discordam  dessa atividade. Portanto, a opinião de grande parte da população deve ser considerada, porque parafraseando o filósofo político Thomas Jefferson, até pararmos de prejudicar outros seres vivos, ainda seremos selvagens.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de mobilização pelo fim dos testes em animais. Cabe ao Governo Federal reforçar os recursos destinados à pesquisa científica brasileira, de modo a impulsionar o desenvolvimento de tecnologias alternativas. Este também deve fornecer subsídios a empresas que abandonem a prática, visando maior aderência do setor privado à causa. Por fim, instituições de ensino deverão efetuar projetos educacionais e debates, com o objetivo de instigar nos jovens a consciência sobre o tema. Assim, serão atingidos verdadeiros avanços nos direitos dos animais no Brasil.