O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 26/06/2020
O uso de animais para pesquisas cientificas é um método de testar medicamentos e cosméticos desde os anos dos 300 anos antes de cristo, onde Aristóteles já realizou experimentos parecidos, essas pesquisas ajudam a industria medica à aprimorar medicamentos existentes ou ate mesmo à descobrir novas curas, no entanto, esta pratica muitas vezes pode violar vários direitos dos animais e trazer equivocados resultados, que quando testados em humanos os resultados são graves e ate mesmo mortais.
Na constituição federal brasileira é citado no inciso VII no artigo 255 a importância da proteção da fauna e flora, assim, vedando qualquer ato de que gere riscos ao meio ambiente, espécies ou seja cruel à qualquer animal, como por exemplo o experimento de John B. Calhoun que o mesmo chamou tal de ralo comportamental, o experimento consistia em observar o comportamento de ratos em um ambiente onde havia uma ilimitada quantidade de água e comida, o que não é nada bárbaro, no entanto, com o avanço desse experimento os ratos começaram a lutar entre eles de maneira violenta e brutal, para manterem as áreas maiores e mais cobiçadas, o experimento não teve nenhuma intenção de maltratar as cobaias, no entanto, muitos tiveram um trágico destino, que o cientista não interveio pondo em risco o bem-estar destes animais, tornando ele o autor indireto das mortes barbaras em tal espaço confinado, esse caso, mesmo sendo internacional, pode se aplicar com vários processos de pesquisa brasileiras. Os testes com animais são uma boa forma de que que cientistas descobrem os efeitos de certo medicamento ou cosmético em seres vivos, no entanto, seres vivos são extremamente distintos um dos outros, como por exemplo ratos são da família (termo na biologia que classifica o quão proxima espécie é próxima uma da outra) muridae, enquanto os humanos são da família dos hominídeos, provando assim uma diminuta semelhança, consequentemente, tais animais podem ter diversas diferenças que alteram o resultado de testes científicos. Outro dado que comprova essa falta de precisão em tais testes é o assustador número que o biólogo Rober Bachinski, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense) informou, que, segundo o cientista cerca de 5% à 12% dos testes tem um resultado positivo, enquanto cerca de 88% à 95% dos casos apresentam um resultado negativo.
Para que seja possível a mitigação desse grave problema que influência a vida de vários animais, e até mesmo de humanos, seria necessário que o Ministério da Saúde em conjunto do Ministério do Meio Ambiente propusesse uma lei que condicione laboratorios que realizam tais testes uma rigorosa vigilância, onde, se tornaria necessário o acompanhamento de um agente público para que os resultados do mesmo fossem considerados legítimos, garantindo assim os direitos dos animanis.