O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 24/06/2020

Muito se discute acerca dos testes com animais. Alguns cientistas defendem que é indispensável para o avanço científico, por outro lado, defensores dos direitos animais alegam ser uma prática desnecessária e imoral. Em meio há tantas opiniões controversas, animais ainda são utilizados como objetos de teste por várias empresas e instituições, o que acarreta em seu sofrimento.

Em meados do século XX, na Segunda Guerra Mundial, prisioneiros humanos eram usados como cobaias em experimentos científicos. A prática com humanos foi proibida alguns anos depois, mas continuou com espécies animais como camundongos e coelhos. Apesar de, em alguns casos, não haver alternativas além do uso de cobaias, tal prática revela-se cruel e egoísta.

Ainda, de acordo pesquisa da Datafolha, cerca de 41% dos brasileiros são contra testes e pesquisas em animais. A partir desse dado, fica evidente que boa parte da população está consciente sobre os maus tratos e a crueldade que fazem parte dos experimentos. Diversas manifestações acontecem com frequência, como no caso que ocorreu em São Paulo em 2012 quando ativistas invadiram um criadouro e libertaram cachorros beagles que eram usados em experimentações.

É imprescindível que o Estado direcione maiores investimentos a pesquisas que busquem métodos alternativos para realizar os experimentos. Em contrapartida, o Ministério Público deve criar políticas públicas que tornem mais rigoroso o controle em indústrias e laboratórios que ainda realizem experimentações com animais, para garantir que os mesmos não sejam torturados. Dessa forma, haverá maior controle sobre os experimentos e, com o tempo, eles deixarão de ser realizados, representando um passo a mais para a humanidade deixar de ser selvagem.