O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 15/08/2020
Os testes científicos em animais são usados desde o princípio da medicina. E, juntamente, surgiram questionamentos éticos sobre essa prática. De um lado, cientistas afirmam que os experimentos são imprescindíveis; do outro, ativistas alegam que eles causam muita dor desnecessária aos animais. Precisa-se, então, explorar as duas faces dessa problemática.
Em primeira análise, observa-se que as pesquisas são indispensáveis para a medicina. Medicamentos, tratamentos e vacinas, como a quimioterapia, demandam cobaias animais; caso contrário apresentariam muitos riscos para seres humanos. Os testes práticos funcionam porque a semelhança fisiológica é muito grande, com humanos e camundongos tendo 99% dos genomas em comum. Além disso, no Brasil, eles são regulados e fiscalizados pelo Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (CONCEA).
Em segunda análise, entende-se que os debates éticos não podem ser negligenciados. Em razão disso, cientistas desenvolveram a cultura de células, na qual tecidos e órgãos são criados artificialmente. Isso possibilita a invenção de cosméticos livres de crueldade. Ademais, o papel de ativistas é essencial para pressionar laboratórios a reduzir o número de cobaias e o melhor tratamento possível para as que não podem ser substituídas - o que deve ser o objetivo final.
Logo, vê-se que os testes em animais ainda são necessários. Porém, é responsabilidade do CONCEA e da Anvisa, a qual é a agência encarregada de fiscalizar a indústria de cosméticos, procurar novas alternativas à esses procedimentos. Por meio de canais governamentais, como a CNPq, devem ser oferecidos incentivos à pesquisa e bolsas para estudos, a fim de que o sofrimento animal seja minimizado e no futuro, extinguido.