O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 05/06/2020

No livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, a personagem cachorra Baleia surge humanizada, como parte da família e providade de sonhos e sentimentos. Em contrapartida, nota-se na realidade contemporânea o oposto a essem em que animais são usados de maneira violenta e cruel em pesquisas científicas. De certo, o egoísmo humano e a baixa fiscalização das leis que abrangem a questão, são as bases de sustentação dessa problemática.

Em primeira análise, é evidente a característica individualista da era pós-moderna. Sem dúvida, o uso de animais em testes cosméticos e medicinais, causando danos físicos e posteriormente a morte desses, evidenciam que a empátia ser uma herança genética presente em todos os cordados, os seres humanos passam atualmente por um retrocesso evolutivo. Assim, para Bauman, os indivíduos estão cada vez mais egoístas, construindo uma sociedade narcísica.

Além disso, embora já existam leis no Brasil que proibem a utilização de animais no meio científico, a falta de fiscalização legal impede a superação desse impasse. Para o filosofo Platão, quando uma das partes da sociedade, no caso o Poder Executivo, não cumpre seu papel, o organismo social como um todo está violentado. Nesse sentido, reverbera-se a ideia de que o rompimento das hierarquias garantem a manutanção da violência contra seres indefesos.

Depreende-se, desse modo, a necessidade de abolir o uso de seres irracionais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Para que isso ocorra, o Poder Executivo, juntamente as Câmaras Municipais, deve garantir a aplicação da lei de proteção aos animais por meio da discalização rígida e periódica, a cada 6 meses, oferecendo incentivos ficais as empresas que a cumprirem. Pois assim, haverá diminuição do sofrimento e da perda animália.