O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 20/05/2020
A partir do Renascimento, ocorrido na Europa entre os séculos XIV e XVI, a ciência conquistou espaço na sociedade, mormente no campo medicinal. O aperfeiçoamento científico possibilitou a criação de fármacos demasiadamente importantes à medicina, como vacinas contra varíola e tétano, insulina, antibióticos, etc. No entanto, todos citados acima só puderam ser criados com auxílio de testes realizados em animais,o que tem gerado um dualismo de opiniões a favor e contra o uso destes em pesquisas e testes científicos no Brasil.
Precipuamente, é fundamental o reconhecimento da importância dos testes realizados em animais, visto que, estes possuem o metabolismo semelhante ao dos humanos, como ratos, cães e gatos. Ademais, apesar do avanço científico, ainda não foram encontrados meios alternativos para tais processos, além do teste em humanos ser inviável devido ao seu alto risco.
Por outro lado, ativistas defendem assiduamente a proibição da exploração de animais em testes e pesquisas, alegando falta de ética e humanidade. Contudo, as leis que regulamentam tais práticas especificam que não deve haver maus-tratos e negligência animal, o que confere caráter ético ao processo e exige maior fiscalização em detrimento da proibição.
Em suma, é nítida a necessidade da adoção de medidas que visem atenuar o conflito de opiniões acerca da assertiva. Urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações crie programas de fiscalizações mensais em laboratórios e empresas do ramo científico, visando garantir o cumprimento devido das leis de respeito aos animais. É mister que o mesmo órgão promova, em conjunto com o Ministério da Educação, a criação de incentivos financeiros à pesquisas direcionadas a descoberta de novas técnicas de testes que não necessitem o uso de seres vivos como cobaias. Dessa forma, o Estado estará agindo de forma benéfica à todos, inclusive aos animais.