O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 16/05/2020

Varíola, tetano, raiva, insulina, anestesia, anticoagulante, antibióticos, hepatite, aids e quimioterapia são alguns dos tratamentos, procedimentos médicos e doenças curadas a partir de pesquisas e testes científicos realizados em animais. Porém, a maioria dessas experiências são consideradas violentas, abusivas e prejudiciais à vida dos bichos, podendo levá-los a danos físicos e sofrimento profundos e permanentes e até mesmo a morte. À luz disso, algo deve ser feito para frear os impactos causados nesses seres vivos por experiências violentas e torturantes no Brasil.

Atualmente, o pensamento humano de que o homem é um ser superior e os animais são seres inferiores, é usado para justificar o uso desses em pesquisas científicas. À vista disso, ainda hoje, muitos animais são usados em estudos laboratoriais, voltados especialmente ao bem estar e à saúde da espécie humana e são submetidos a variados tipos de torturas e mals tratos, situação bem ilustrada no filme “Okja”, em que um animal é geneticamente modificado para atender os desejos e necessidades do ser humano e sofre abusos e violências, tais como, choques elétricos e fecundação forçada e induzida pelo homem.

Emtretanto, a maioria dos cientistas e pesquisadores acreditam não ser possível produzir remédios e medicamentos totalmente in vitro, ou seja, sem a utilização de seres bióticos e, portanto, defendem o uso de animais em experimentos. Por outro lado, há outros que acreditam que isso seria possível a partir do aprimoramento e desenvolvimento de novas tecnologias. Desse modo, a frase dita pela primatóloga britânica, Jane Goodall se encaixa bem nesse contexto; “O intelecto bem desenvolvido do ser humano, significa que temos grande resonsabilidade com outras formas de vida em nosso planeta”. Tal frase deixa claro que a inteligência humana pode e deve ser usada para preservar e proteger os animais, ou seja, defende o desenvolvimento de novas tecnologias que substituam o uso e abuso dos bichos em experiências laboratoriais.

Portanto, algo deve ser feito para abolir definitivamente o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Dessa forma, o Poder Legislativo deve, por meio da criação de um projeto de lei, proibir o uso de bichos em quaisquer tipos de estudos e experiências, sejam para tratamentos médicos, desenvolvimentos de vacinas ou remédios e criação de cosméticos. Para que essa lei funcione de forma eficaz, deve ser estabelecido um prazo de cinco anos para que entre em vigor, disponibilizando o tempo necessário para que fábricas e indútrias farmacêuticas de adaptem a nova realidade e cientistas e pesquisadores possam desenvolver tecnologias que possibilitem estudos totalmente in vitro. À vista disso, o homem estará usando seu intelecto elevado para proteger as outras formas de vida existentes.