O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 28/04/2020
Lois Pauster(1827-1895), ao relacionar as doenças dos animais com as enfermidades humanas, contribuiu para a validação do uso de animais em pesquisas científicas. Quase dois séculos depois, mesmo com os avanços tecnológicos, os animais continuam sendo usados como cobaias, o que desconsidera o sofrimento animal e reduz as chances de encontrar novas formas de pesquisas.
A priore, os benefícios das descobertas em pesquisas com animais não retira dos mesmos os sofrimentos. É notório os avanços tecnológicos possibilitados por testes com animais: medicamentos, vacinas, kits de diagnosticos. Todos esses desenvolvimentos, entretanto, possui um onus para os animais. Segundo dados do site Falando sobre Pesquisa, nos Estados Unidos, 26 milhões de camundongos (animal mais usado em pesquisas) são utilizados por ano. Animais que são sacrificados após a fase de testes.
Além disso, o uso excessivo de animais impede a descoberta de alternativas. Quando se defende o uso de animais, intenta-se proteger quem nao possui autonomia para fazé-lo. Segundo a Jornalista Silvana Andrade, diretora da Agencia de Notícias dos Direitos dos Animais(Anda), “tudo que for inaceitável para o ser humano, deve ser inaceitável para os animais. A ciência só evolui quando as pessoas ousam pensar diferente. Dessa forma, a zona de conforto impossibilita a descoberta de novas formas de pesquisa.
Portanto, os grandes avanços tecnológicos das últimas décadas não foi capaz de reduzir ou substituir o animal nas pesquisas cientificas. Faz-se necessário que os governos coloquem como um dos seus compromissos metas para a reduçao e substituição progressiva e gradual dos animais em testes laboratoriais, bem como, no momento de transição, procurar reduzir os sofrimentos daqueles utilizados em pesquisas.