O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 28/04/2020
Ao analisar o tema sobre o uso de animais para testes em laboratórios no Brasil, é notório que, o desenho animado, “Pinky e o Cérebro”, são dois personagens de uma série americana de televisão, que mostra dois ratos brancos típicos de laboratório que utilizam os Laboratórios Acme como base para seus experimentos e estudos, com o intuito de conquistar o mundo, essa animação serve como uma inspiração em um problema real no Brasil. Diariamente são produzidos milhares de cosméticos, remédios, para uso da população, que anteriormente foram testados em animais. Os testes são submetidos a comitês de ética, que de acordo com a Lei Arouca de outubro de 2008, que regulamenta o uso de animais em pesquisas, tem como prioridade não causar sofrimento nos bichos.
Atualmente, os medicamentos disponibilizados principalmente em farmácias, são testados primeiramente em ratos e camundongos, seguidamente em cachorros e coelhos, e não havendo qualquer tipo de dano no organismo deles, são testados e comercializados para humanos. Segundo a Lei Arouca, citada anteriormente, os animais não devem ser submetidos a qualquer tipo de procedimento doloroso, sendo indispensável o uso de sedativos e anestésicos; os animais só poderão ser usados quando não houver outra alternativa. O descumprimento desta Lei pode ocasionar a multa de cinco mil reais a vinte mil reais, além da interdição temporária do funcionamento, que atrasaria as produção dos testes, faltando produtos dos comércios. Que talvez seja um dos motivos para a continuação de testes, como é mais simples e mais em conta para a economia do país.
Entretanto, muitos especialistas da área científica, já condenam esses experimentos, apontando que os mesmos contradizem com a ética profissional e são métodos ultrapassados. Realmente, existem outras maneiras tecnológicas que possam substituir as pobres cobaias, usando também tecidos humanos para os testes, sendo considerados como um avanço nos experimentos brasileiros.
Logo, ações são necessárias para resolver a problemática. Cabe ao Governo Federal reforçar e investir mais nos recursos destinados a pesquisas científicas o Brasil, de modo a impulsionar o desenvolvimento de formas e opções para os testes. Seria interessante o Governo em parceria com as Instituições de ensino do país, disponibilizarem palestras com profissionais da área, como veterinários, biotecnólogos e biólogos, a fim de explicarem os acontecimentos de dentro dos laboratórios, também seria válido efetuarem projetos educacionais e debates sobre o tema, como atividades interdisciplinares, com o intuito de instigar os jovens a terem consciência e empatia sobre o que está envolvido. Assim, os direitos dos animais ficariam em evidência, e com tais implantações, esse problema poderá ser uma mazela passada na sociedade brasileira.