O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 30/03/2020
Em meados do Iluminismo, louis Pasteur empregava animais para validação de métodos científicos, estabelecendo relações(a lógica) entre enfermidades humana e animal. Portanto, o uso de cobaias em pesquisas e testes dura há mais de um século e o problema esbarra em questões éticas.
Emmanuel Kant, dos filósofos da humanidade, foi quem estabeleceu o equilíbrio entre o racionalismo dogmático e o empirismo. Mostrou, pois, em breves palavras que a ciência é fruto da crítica do homem(criticismo).
Considerando a lógica desse pensamento:“nem tanto ao céu; nem tanto à terra”, dito popular. Partiu-se da premissa em defesa do uso de bichos para fins científicos mantendo-se, claro, o respeito durante a eutanásia ou outro método de abate antes do sofrimento.
Outrossim, nesse mesmo viés, cientistas do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB) dizem que animais são modelos mais parecidos com humanos e que sem eles muitas vidas não teriam sido salvas. Este fundamento vislumbra outra possibilidade, a de simuladores digitais, entretanto, essas ferramentas não são perfeitas, pois, não simulam os sistemas biológicos.
Portanto, verifica-se que o sensato é o emprego de animais para salvar vidas, o exemplo bem prático é a produção do soro antiofídico extraído de equinos. Contudo, há no Brasil ativistas que não toleram práticas com emprego de “pets”, sobretudo cães, revela o Indice Datafolha. 41% das pessoas entrevistadas são contra uso de cobaias em experiências de qualquer natureza.
Do exposto, verifica-se que o pensamento Kantiano sobre Etica faz o balanço das partes. Assim, propõe-se ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal: para cada animal perdido em pesquisa ou teste, os laboratórios responsáveis estimulem a produção de 02 matrizes da mesma espécie, a fim da aplicação dos conceitos de sustentabilidade (3R), neste caso o “R” de “replacement” ou reposição.
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