O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 12/03/2020

A fábula “A Revolução dos Bichos”, escrita por George Orwell, retrata o cotidiano da Granja do Solar, uma fazenda onde os animais que ali residem encontram-se insatisfeitos com a má condição de vida proporcionada pelo seu dono e, assim, arquitetam um plano para tomar o controle do local. Fora dos livros, os maus-tratos aos animais, principalmente, em recintos destinados à pesquisa e aos testes científicos, configuram-se como uma triste realidade. Nesse contexto, a perpetuação desse problema encontra-se atrelado à

Mormente, é justo reconhecer as iniciativas do Poder Público, que visam a atenuar essa problemática, a exemplo da Lei Arouca, a qual regulamenta o uso de animais em testes científicos. Todavia, apenas isso não tem sido suficiente para atenuar essa problemática, haja vista que, hodiernamente, a carência de fiscalizações em laboratórios e empresas fomenta encoraja que elas usem bichos como bem entendem em seus experimentos. A esse respeito, o sociólogo polonês “Zygmunt Bauman” afirma, em sua obra “Modernidade Líquida”, que algumas instituições, como o Estado, perderam sua função social, mas tentam conservá-la a todo custo. Destarte, enquanto as autoridades negligenciarem esse quadro, animais continuarão a sofrer nas mãos de empresas irresponsáveis.

Outrossim, é válido ressaltar que o uso de animais em experimentos está relacionado ao Especismo, filosofia a qual defende que o ser humano, dotado de razão e conhecimento, deve dominar e escravizar as outras espécies por considerá-las inferiores. Assim, pode-se afirmar que essa mentalidade está amplamente relacionada à realidade de uso de animais em experimentos, visto que, na maioria das vezes, os bichos são encontrados em condições horríveis, em cativeiros e deteriorados.