O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 29/02/2020

Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu a explosão farmacológica, período onde a produção de fármacos cresciam exponencialmente, havendo a necessidade da ultimação de animais em pesquisas de laboratórios controlados para testes de medicamentos, antes de repassar para os humanos. Em contrapartida, a utilização de animais em laboratórios vêm gerando discussões entre ativistas dos direitos e proteção dos animais e cientistas que alegam a importância das cobaias para o avanço cientifico . Desde modo, é de suma importância analisar os motivos que acarretam tais discussões.

Em primeira análise, a utilização de animais em experimentos científicos geram maus tratos e desrespeito a vida dos mesmos. De acordo com dados fornecidos pela ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais - mais de 100 milhões de animais de diferentes portes, sofrem e morrem anualmente vítimas da experimentação. Outrossim, vários métodos são empregados de formas violentas e abusivas, como a aplicação de drogas, alimentos transgênicos, cosméticos, entre outras. Desse modo, o negligenciamento a liberdade dos animais causam revoltas aos ativistas dos direitos dos animais, buscando alternativas para a proibição do uso de animais como cobaias em laboratórios.

Em contrapartida, os cientistas defendem que os bichos são imprescindíveis para os experimentos e sem eles não há como desenvolver a ciência. Segundo Silvana Gorniak, pesquisadora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP,  “o uso de animais em experimentos não é opcional. Existem situações em que eles simplesmente não podem ser substituídos”, dessa maneira, o único meio mais eficaz existente atualmente são os animais, por apresentarem o funcionamento conjunto de sistemas complexos do corpo, simulando o mais próximo com corpo humano.

Urge, portanto, a necessidade em conjunto tanto dos ativistas como também dos cientistas para solucionar de maneira pacifica as causas das discussões. Como maneira basal, ONG’s defensores dos animais em parceria aos órgãos científicos brasileiras entrem em consenso, buscando alternativas afim de substituir animais de laboratórios por cobaias sintetizadas, cujo objetivo é alcançado por meio da conscientização acadêmica de pesquisas cientificas, incentivando o avanço cientifico. Ademais, o Ministério da saúde em parceria com o Poder Legislativo, deve amparar com a criação e aplicação da lei, onde rege a criação e a utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica, de forma a não agredir os animais, até existir alternativas. Assim, as discussões geradas podem sem minimizadas e o avanço cientifico tão importante para a evolução humana pode suceder.