O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 21/12/2019

Desde os primórdios da sociedade, o homem busca formas de curar doenças e garantir o máximo de conforto possível a si mesmo e a sua família, mesmo que para isso seja necessário a exploração de outras espécies. No século passado, grandes descobertas científicas, como a vacina contra febre amarela, a contra poliomielite e a descoberta da insulina, ajudaram a salvar muitas vidas, todas elas foram desenvolvidas por meio de testes em animais. Logo, o uso deles, na área farmacêutica e de biomedicina, é essencial em pesquisas científicas.

Entretanto, tais experimentos causam dor, tanto física quanto psicológica, aos bichos. Segundo o biólogo Richard Dawkins, os animais não humanos podem ser capazes de experimentar níveis de dor mais intensos do que os humanos. Lamentavelmente, esse é fardo que a maioria do progresso científico feito deve carregar: o sofrimento das cobaias para o benefício da humanidade. Porém, é hipocrisia exigir o fim desses testes e, ao mesmo tempo, favorecer-se dos seus resultados.

Por outro lado, existem modelos alternativos para substituir o uso de animais em laboratórios:  utilização de células “in vitro”, micro-organismos, seres invertebrados, modelos matemáticos, etc. Consequentemente, muitos laboratórios passaram a trocar os  bichos pelos novos métodos e a continuar seus trabalhos. Contudo, esses são mais complexos e caros que a forma antecessora.

Enfim, é necessário que o governo brasileiro invista mais em pesquisas para descobrir novas formas de testes que não utilizem animais, assim, contribuindo para que o Brasil tenha participação na inovação da biomedicina. Não só isso, como também deve continuar suas pesquisas que envolvam os bichos para desenvolver medicamentos e processos cirúrgicos que salvarão muitas vidas humanas.