O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Com o auxílio das redes sociais, a apresentadora Luíza Mel denuncia os maus tratos sofridos por animais, mostrando para a sociedade os atos de crueldade praticados por empresas que os utilizam em pesquisas. Nesse contexto, o Brasil se mostra atrasado em relação a outros países, por permitir a utilização dessas práticas por algumas entidades. Sendo assim, são necessárias medidas que restrinjam esses atos que esta vinculado à falta do uso de tecnologia, como também à inércia governamental.

Em primeira análise, é válido destacar que diversos países já baniram alguns testes com animais por possuírem tecnologia que substitui certos procedimentos. Seguindo este viés, nos Estados Unidos da América, foi criada a empresa InSilico, que utiliza a inteligência artificial para a produção de simuladores que realiza testes virtuais embasando-se no genoma humano. Logo, é de suma importância a investimento em tecnologia para o abandono de métodos primitivos.

Outrossim, a falta de interesse do Estado em solucionar a problemática agrava a situação. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, não são as crises que mudam o mundo e sim como nós reagimos a elas. Dessa maneira, pode-se vincular a falta de leis e a falta de atuação dos governantes à persistência de atos cruéis em animais utilizados em pesquisa, tornando assim inadmissível a inércia do Estado.

Portanto, mediantes os fatos supracitados é necessário que o Brasil atualize suas leis e busque novas tecnologias. A fim de acabar com o uso de animais em pesquisas, o Estado deve exigir que empresas invistam em tecnologias que substitua tal prática progressivamente por meio de investimento em universidades que promovem pesquisas na área e também pela importação de tecnologias utilizadas em países desenvolvidos, como simuladores produzidos por empresas de tecnologia digital. Somente assim, o Brasil poderá banir a utilização de animais em pesquisas e testes científicos.