O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 15/10/2019
Promulgada pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à vida e ao bem estar social. Visto isso, o desenvolvimento científico visa sempre considerar esses aspectos mediante as suas necessidades, o que tornou comum a utilização de animais para fins de estudos e testes nesse meio. Contudo, mesmo não sendo apoiadas por todos, essas práticas são essenciais para a melhoria de condições e proteção da vida humana, sendo assim devem ser mantidas e incentivadas.
A priori, é evidente que a ciência é um dos fatores principais para o desenvolvimento da sociedade. Investimentos nessa área possibilitam, por exemplo, dar a base necessária para aprimoramentos de práticas medicinais, trazendo assim benefícios a saúde humana. Para isso, porém, é preciso que os testes das novas tecnologias sejam realizados inicialmente em animais, o que evita riscos aos seres humanos e, como dito na matéria de mesmo tema pelo site “Veja Abril”, é indispensável que essas práticas ocorram em organismos vivos, visto que atualmente não é possível simular algo tão complexo como todos os sistemas que os constituem.
Além disso, como expresso na própria Constituição Federal, todo ser humano tem o direito a saúde, sendo o desenvolvimento científico um meio para se garantir formas mais eficientes e baratas de se assegurar essa necessidade. É possível assim traçar um paralelo com a citação “Os fins justificam os meios”, do filósofo Nicolau Maquiavel, considerando dessa forma a realização de testes em animais como um meio para se alcançar o progresso, tendo como justificativa trazer melhores condições e preservar a preciosa vida humana.
Tendo em vista tudo já mencionado, infere-se que visando o direto à vida, à saúde e ao bem estar social, é preciso que estudos e testes com animais continuem a ocorrer. Contudo, o Estado deve garantir que essas práticas sejam vistoriadas e acompanhadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a fim de evitar possíveis atividades ilegais e abusos aos animais, mas possibilitar que usos de cunho científico tenham liberdade e apoio o suficiente para se desenvolverem, o que traz, assim, benefícios a toda sociedade.