O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 30/09/2019
Okja é um filme no qual retrata o uso de animais em experimentos com finalidades médicas e suas consequências. Fora das telas de cinema, isso é uma realidade no Brasil, onde o cenário visto pelo uso de animais em pesquisas e testes é de iniquidade. Isso acontece devido não só à falta de investimento em novas tecnologias científicas como também a um déficit de profissionais responsáveis com métodos não invasivos. Diante disso, medidas devem ser tomadas pelas autoridades competentes para resolver essa problemática.
Há 50 anos atrás, a única forma que a ciência tinha para desenvolver técnicas era através de testes em animais, o que promoveu medicamentos e procedimentos eficazes contra diversas doenças. Entretanto, com a revolução tecnológica, é possível que os testes em animais se tornem obsoletos. Ray Creek, médico norte-americano disse em uma entrevista à Veja que pesquisas em animais não geram resultados construtivos e que computadores já poderiam substitui-las a partir da criação de células troncos e soluções, no qual são realidades que garantem resultados próximos do esperado em pessoas, já que o tecido é humano e não animal.
Além disso, no Brasil, nem todos os especialistas concordam que a tecnologia já possa substituir o uso de animais, o que contribui para que essa prática continue. Isso acontece pois não há uma conscientização a respeito de outros métodos científicos na formação desses profissionais e, ademais, devido a uma falta de investimento do governo para que esses métodos possam ser colocados em prática.
Nesse contexto, evidencia-se que ações devem ser aplicadas para resolver essa problemática. É necessário que o governo em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações invista em novos métodos científicos, através de pesquisas que promovam acesso à novas tecnologias desenvolvidas no mundo inteiro. Além disso, é imprescindível que o Ministério da Educação invista em um projeto no qual seja incluso na grade curricular de cursos de ordem científicas métodos não invasivos a partir do uso tecnológico. Dessa forma, a medicina poderá evoluir em melhores condições.