O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 29/09/2019
Ao longo da evolução humana, os animais foram importantes agentes para o estado atual em que o homem se encontra, seja pela proteção, comida e até mesmo alento emocional que esses seres fornecem. Hodiernamente, a ciência encontrou como forma de confirmar suas teses, o uso desses animais como cobaias em seus experimentos, gerando uma mentalidade social complacente com o sofrimento de seres que sofrem igualmente como a espécie humana, tendo em vista apenas o benefício desta ultima. Para que modo tão cruel e desumano pare, cabe analisar-se os entraves vinculados a essa inercial problemática, bem como subterfúgios para a resolução dos mesmos.
Em primeira análise, o fato dos animais usados em testes científicos serem, além do próprio termo cunhado, seres vivos, dignos de respeito como qualquer outra espécie viva na biosfera e dotados de um sistema nervoso análogo ao ser humano, faz dessa prática algo moralmente abominável. Para o filósofo alemão Karl Marx, " Não é a consciência do homem que determina seu ser, mas é seu ser social que determina sua consciência". Nesse contexto, a prática escravagista de espécies não humanas perpetua o ideal retrógrado de desrespeito e ignorância de boa parte da sociedade no que se refere a direitos dos seres vivos, e mantém o ideal egocêntrico de uma sociedade que visa apenas nos direitos humanos.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de investimento na pesquisa científica brasileira, a fim de que sejam descobertos métodos alternativos aos testes científicos em animais como impulsionador do problema. Análogo ao que foi dito por Martin Luther King: “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo o lugar”, a falta de investimento no setor científico e acadêmico no país traz estagnação não apenas na vida da população, mas continua com o sofrimento de milhões de animais sacrificados diariamente visto a falta de alternativas possíveis e praticáveis a esse método.
Infere-se, portanto, que certas medidas devem ser executadas a fim de que os obstáculos relacionados a esse problema sejam solucionados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação ensinar aos alunos, por meio de aulas elucidativas e materiais didáticos, a importância do respeito a todas as formas de vida e como certas práticas humanas vão contra isso. Já no setor acadêmico, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia investir pesadamente nos setores de pesquisa para que os avanços científicos no Brasil cresçam, e em conjunto a isso, que práticas alternativas aos testes em animais tornem-se regra e não exceção. Com essas práticas implementadas, espera-se gerar uma consciência social que se preocupe e respeite todas as formas de vida, e que ciência não seja prejudicada nesse processo, conseguindo avançar sem ter em seu caminho mais manchas de sangue.