O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 25/09/2019
Testes em animais: um passo à frente e dois para trás
O filme dirigido por Matt Reeves, “Planeta dos Macacos”, retrata o abuso de experimentos realizados com César, macaco cobaia de experimentos prejudiciais para saúde do primata que visam o avanço científico e humano. O fenômeno não é restrito ao universo cinematográfico, já que o uso de animais em pesquisas e testes científicos é uma prática muito comum no Brasil. Sendo assim, o uso de animais em prol do avanço científico deve ser minimizado, visto que causa sofrimento no animal e ainda são um empecilho para o desenvolvimento da ciência.
Diante desse cenário, nota-se os testes em laboratórios submetem o animal à situações de extremo sofrimento, resultando em ferimentos físicos e transtornos psicológicos. Tal resultado é sugerido por neurocientistas que afirmam que os animais não humanos possuem substratos neurológicos que geram a consciência e comportamentos intencionais permitindo que sintam dor. Além disso, é importante citar que, segundo a Revista Veja, mais de 90% dos resultados dos testes feitos em animais são descartados por serem inaplicáveis aos humanos.
Ademais, os experimentos realizados em animais se tornam um empecilho para o desenvolvimento científico. De um lado, há especialistas que afirmam que não haverão novas descobertas na área da saúde humana sem essa prática, por outro lado há os que defendem que os testes impedem a evolução científica, já que prende-os em um ciclo arcaico. Ray Greek, médico norte-americano, é um desses e diz que novas maneiras devem ser desenvolvidas, como o teste em computadores e em tecidos humanos, por exemplo.
Portanto, é indispensável que medidas sejam tomadas a fim de evitar o uso de animais em testes e pesquisas científicas, para que casos como o do macaco César não passem dos roteiros de cinema. Dessa forma, o Governo Federal, que é responsável pelos interesses da administração nacional, por meio de investimento em pesquisas, deve incentivar a busca por métodos alternativos de testes. Além disso, os investimentos também devem ser direcionados as universidades, a fim de influenciarem o desenvolvimento dos métodos de experimentação já existentes. Ao combinar as duas propostas, tem-se a extinção dos testes realizados em animais.