O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 23/09/2019
É fato que o estabelecimento da Revolução Científica a partir do século XV promoveu o conhecimento mais estruturado e prático, desenvolvendo formas empíricas de constatação do fatos.Assim, nota-se que tal modo de interpretação da realidade foi um dos elementos que impulsionaram o ritmo progressivo do desenvolvimento econômico e social. Entretanto, é mister recordar do preço exigido por tal empreitada, uma vez que o uso do animal em pesquisas científicas implica, frequentemente, na perversão do bem estar destes e numa existência breve e cruel, o que contrasta no desenvolvido abstraído dessa prática.
É importante ressaltar , em primeiro plano, que o desenvolvimento econômico é intimamente associado ao progresso científico e suas relações técnicas. Nesse sentido, é evidente que o uso de seres vivos em pesquisas serve como base para o aprimoramento de novos remédios e tratamentos, haja vista que tal metodologia é base para o avanço da ciência médica. Logo, segundo a pesquisadora da USP, Silvana Gorniak," a utilização de animais não é opcional. Existem situações que evidencia sua insubstituibilidade". Assim, torna-se coerente ressaltar que é inviável a simulação digital do funcionamento do conjunto de sistemas complexos do corpo animal, o que corrobora a necessidade de tal uso.
Cabe mencionar, em segundo plano, que os testes científicos realizados em seres vivos implicam, sobretudo, em concepções éticas. Sob esse âmbito, de acordo com o pensamento utilitário do filósofo inglês John Stuart Mill ; sintetizado na frase “agir sempre a produzir o bem estar máximo”, tal perspectiva é válida desde que promova o progresso geral.
Infere-se, portanto, que a relação do uso animal em pesquisas científicas é associada aos aspectos econômicos e éticos. Desse modo, é imperiosa uma ação do Governo Federal, que deve flexibilizar as leis que servem como entraves para o progresso humano, uma vez que essas possuem prerrogativas éticas que atrasam o desenvolvimento e o princípio da utilidade que podem, porventura, salvar vidas humanas futuramente.