O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 13/09/2019
No ramo da pesquisa existe o método científico de analisar ideias, partindo de uma hipótese com o intuito de chegar a uma conclusão, nesse processo testes são necessários pois só serão aceitas entre os pesquisadores caso a obra seja bem fundamentada e com provas consistentes. Para biologia, não é diferente, há a necessidade de dar bases concretas sobre o que se diz, sendo fundamental a realização de testes com materiais orgânicos como animais.
Mesmo que, seja necessário, existe uma grande quantidade de ativistas contra o uso, por disserem que as análises em espécies não são obrigatórias pois, segundo eles, nem sempre os resultados obtidos são os mesmos que nos humanos, o que realmente faz um certo sentido, visto as várias diferenças entre humanos e ratos. Entretanto, a outra opção em relação aos testes em animais, a curto prazo, seria o uso direto de humanos no lugar de roedores, porém, é mais imoral colocar a vida de um ser racional, como um ser humano em risco do que a de um coelho. Ainda que, por ventura, ocorra o consentimento da cobaia humana, a parte da sociedade que, provavelmente, se sujeitaria a essas condições, de desenvolvimento forçado de um tumores e outras patogenias, seriam as classes menos favorecidas da população, pois, visto que seu poder de consumo é baixo qualquer chance de aumenta-lo auxiliaria o cidadão, mas pouco provavelmente, teria ideia dos malefícios aos quais ele estaria por se submeter, devido a sua dificuldade de acesso a informação.
Graças aos avanços da medicina moderna, o desenvolvimento de técnicas alternativas para a substituição de cobaias animais como o caso dos miniórgãos, desenvolvidos pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que já mostraram resultados em relação aos testes com Paracetamol, é cada vez mais intensa, porém, segundo os desenvolvedores ainda falta, para a liberação de algum medicamento a partir dessa pesquisa pelo menos mais quatro décadas de estudo. Ou seja, o momento atual é de transição, pois cada vez mais é comum a busca por substitutos a animais porque os movimentos de busca de direitos pelos outros cordados são cada vez mais crescentes e impactantes, entretanto, pelos próximos 50 anos os animais serão as cobaias.
Visto isso, conclui-se que é necessário a evolução desses projetos, logo, quanto mais investimentos mais rápido ele tenderá a dar resultado. Ou seja, se a renda vier do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações seria o ideal pois, por esse ser o órgão responsável por investir em pequisa científica, ele posicionaria os recursos junto as universidades, onde estão os engenheiros responsáveis pela criação dos projetos de inovação que visem a troca desses espécimes por tecnologias que sejam capazes de comprovar as teses biológicas com mesma eficácia que ratos e coelhos o faziam e fazem.