O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 12/09/2019

Animais são usados nas pesquisas desde os primórdios da ciência, como nos estudos em fisiologia experimental de Claude Bernard. No contexto brasileiro atual, muito se discute sobre o uso de animais em pesquisas e testes científicos. Nesse contexto, é importante analisar a relevância dos animais para as pesquisas e, em consequência, os tratamentos dos mesmos durante os testes.

Antes de tudo, faz-se necessário perceber o porquê do uso de bichos em pesquisas. Segundo Carla de Freitas, diretora do Instituto de Ciência e Tecnologia da Fiocruz, mesmo com a busca por métodos alternativos os animais ainda não os modelos mais parecidos aos humanos para desenvolver estudos na área da saúde, por possuírem metabolismos e reações parecidas. Dessa forma, entende-se a importância de utilizá-los para estudar o comportamento das doenças, prováveis curas e métodos cirúrgicos e clínicos.

Além disso, é necessário, após compreender a importância dos animais para a ciência, observar como são utilizados, porque são seres vivos e sencientes. Assim, deve-se minimizar o sofrimento e sempre procurar pelo bem-estar dos animais. É nesse cenário que os pesquisadores aplicam o conceito de sustentabilidade ambiental, os 3RS, ao buscar minimizar dores e criar um ambiente o mais próximo possível do natural, os chamados biotérios. Ademais, sempre que possível, deve-se utilizar métodos alternativos. Segundo Octávio Presgrave, coordenador do Centro de Validação de Métodos Alternativos, trabalha-se para que o uso de animais seja dispensado. Dessa maneira, percebe-se a preocupação dos pesquisadores em buscar as melhores maneiras de desenvolver pesquisas,

Portanto, percebe-se a importância de utilizar animais em pesquisas e testes científicos, bem como uma preocupação com o bem-estar desses animais. Logo, faz-se necessário que as legislações que abarcam a ética de pesquisas sejam cada vez mais monitoradas para que animais não sejam maltratados e que a busca por métodos alternativos continue. Para isso, governos federal, estadual e municipal devem trabalhar em conjunto para que o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal e a Comissão de Ética em Uso de Animais funcionem corretamente. Também devem articular-se com organizações como a Rede Nacional de Métodos alternativos. Dessa forma, a pesquisa brasileira seguirá avançando e os animais não serão tratados como insumo.