O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 17/10/2019

O artigo 32, de lei de crime ambiental, proíbe ferir, abusar, mutilar ou mal-tratar animais. No entanto, existem brechas na legislação brasileira quando ao uso deles em casos de de pesquisas e testes científicos. Mediante a isso, convêm analisar  a questão ética da experimentação de animais, uma vez que a indiferença e falta de empatia quanto a eles, além da permissão de seu uso, nutem o comodismo a cerca do problema.

Nesse sentido, o sociólogo Zygmunt Bauman , em sua obra “Cegueira Moral”, fala sobre a falta de sensibilidade do homem em meio as dores dos que o cercam. De maneira análoga, falta sensibilidade do sujeito quanto a integridade física do animal, haja vista a possibilidade da utilização de células tronco _ humanas, que permitem testes mais confiáveis_ “in vitro”, já testadas por empresas brasileiras como a “Pluricell Biotech”.

Ademais, a ausência de uma lei que proíba o uso de animais, em situações que a célula troco pode o substituir, possibilita o comodismo e o continuo uso deles. Outrossim, diversos países da União Européia e os Estados unidos da América já proibiram a utilização de animais e produtos testados neles; isso pode gerar uma barreira comercial para produtos brasileiros prejudicando economicamente o país.

Por conseguinte, medidas devem ser tomadas para resolver a problemática. Primeiramente, ONG’s e grupos ativistas devem promover campanhas publicas utilizados redes sociais e mídia televisiva para conscientizar e sensibilizar a população quanto ao uso de animais para testes e pesquisas cientificas, mostrando ao que eles são submetidos e incentivado ao uso de produtos não testados neles; dessa forma haverá uma maior mobilização e incentivo para mudança nesse cenário. Além disso,  o Poder Legislativo deve criar uma lei que proíba  teste em animais quando a utilização de células tronco forem possível, punindo por meio de multa e prisão em caso de descumprimento da lei. Dessa forma, a lei  de crime ambiental será cumprida sem brechas e teremos uma sociedade mais consciente e sensível aos bixinhos.