O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 22/09/2019

Testes em animais: necessários ou não?

A utilização de animais para testes é um assunto muito discutido no cenário mundial. Essa prática implica na criação de animais em biotérios e a realização de testes de cosméticos e/ou medicamentos nos mesmos animais. Todavia, será que essa prática é ainda tão necessária?

A ciência está sempre criando novos produtos que precisam ser testados. O método mais fácil de fazer o teste é utilizando animais, mas nem sempre esse é o método mais eficaz. Apenas 2% do organismo animal é compatível com o humano, tornando esse recurso um pouco inválido. A utilização de pele “in vitro” ou tecidos humanos impressos em impressora 3D é mais eficaz, pois essas alternativas são 75% compatíveis com o corpo humano. E a utilização de animais em testes dificulta o desenvolvimento da ciência, pois ela avança (na maioria das vezes) de acordo com a necessidade do ser humano. Caso os cientistas continuem a utilizar essa forma “arcaica” de testar os produtos, a ciência não “sentirá” a necessidade de avançar.

Embora há pessoas que afirmam que os testes em animais possibilita a avaliação do funcionamento do organismo como um todo, é necessário levar em consideração que o corpo humano e o da cobaia são diferentes, tornando essa avaliação fútil, gerando a morte de um indivíduo (os animais são mortos depois do teste de qualquer produto para permitir que essa avaliação ocorra) desnecessária.

Existem diversos métodos alternativos aos testes em animais, como a pele “in vitro” (uma pele criada artificialmente com células de doadores), bioimpressão 3D (impressão 3D de partes do corpo humano) e kit pele, Para facilitar o uso dessas alternativas no Brasil, o governo deveria investir em tecnologia, incentivando o desenvolvimento de pesquisas e direcionando parte do dinheiro para os institutos tecnológicos, para que assim evite que haja no país uma dependência de tecnologia externa, o que seria negativo para o Brasil.