O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 06/09/2019
No filme o “Planeta dos Macacos – A Origem” retrata a busca da cura do Mal de Alzheimer pelo cientista Will Rodman. O protagonista utiliza Macacos, como cobaia, nos seus experimentos e, no decorrer do enredo é apresentada a crueldade que os animais são submetidos. Saindo do mundo cinematográfico, a realidade no Brasil não é diferente, na qual, cientistas usam animais, para além de experimentos medicinais. À vista disso, faz – se necessário, por parte das empresas, procurarem outras medidas para minimizar a utilização de animais, para assim, não serem maltratados, em confinamentos e por testes dolorosos.
A priori, na Indústria brasileira mais de 100 milhões de animais inocentes sofrem ou morrem anualmente, vítimas da experimentação científica, segundo as Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA). As Indústrias de alimentos e cosméticos, como a empresa KIBON e a AVON são conhecidas, porém, não são divulgadas suas práticas com os testes em animais. Dessa forma, é notório o descaso com os bichos, sendo usados em experimentação cientifica, com dor e isolamento nos laboratórios, importando apenas o lucro. Dessarte, o Estado deve agir em prol da vida dos animais, impedindo que as empresas que utilizam animais, quando não é necessário, sejam indenizadas e passem a obter o selo da ONG internacional Cruelty Free.
Outrossim, com a freqüência de experimentos com a utilização de animais, se torna normal entre os cientistas o processo para obter um resultado satisfatório. Com base nisso, é evidente a “Banalidade do Mal” retratado pela Hannah Arendt em suas obras, naturalizando, assim, os maus – tratos decorrentes nos testes. Dessa maneira, se torna evidente a humanização desses profissionais e, assim, ter a cura das doenças, como a de Alzheimer retratada no filme, e ainda, ter os animais em segurança. Além disso, O Brasil possui uma legislação que pune aqueles que praticam maus-tratos aos animais, entretanto, as indústrias, na sua maioria, não seguem a lei sancionada. Destarte, se torna imprescindível a monitoria desses locais, para salvaguardar os animais, que também são seres vivos.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem o uso de animais em experimentos científicos. Dessa forma, que o Estado fiscalize as empresas de alimentos e cosméticos por meio do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), e análise a necessidade do uso de animais nos testes, pondo o animal como prioridade e que sua segurança seja, também, de interesse das empresas. E ainda, que os cientistas se aprofundem em alternativas para diminuição do uso de animais, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, investindo em robôs que análise células humanas cultivadas em laboratório e, assim, que o país não se assemelhe aos laboratórios do filme.